Copilot Code Review agora pode aprovar pull requests
O changelog de 2026-09-01 do GitHub permite que o Copilot envie uma revisão de aprovação que satisfaz a regra de aprovações obrigatórias de um repositório. Vem desativado por padrão, é limitado por globs de arquivos e é descartado quando chegam novos commits. Veja o que realmente muda na sua proteção de branch.
Em 2026-09-01 o GitHub lançou a mudança que tira o Copilot Code Review do papel de comentarista e o coloca no de autoridade: Copilot code review can now approve pull requests. Está em preview público para Copilot Pro, Pro+, Max, Business e Enterprise.
Duas coisas diferentes chegaram aqui, e confundir as duas é como as equipes se surpreendem.
Uma avaliação não é uma aprovação
Toda revisão do Copilot agora encerra seu comentário geral com uma avaliação de aprovação: o julgamento do Copilot sobre se o pull request está pronto para ser aprovado. Essa parte está ligada para todo mundo e não muda nada mecanicamente. É uma frase em um comentário e não toca nos seus requisitos de merge.
A segunda coisa é a revisão de aprovação de verdade, enviada por copilot-pull-request-reviewer[bot], que conta para a regra de aprovações obrigatórias de um repositório exatamente como a aprovação de um colega. Isso vem desativado por padrão e precisa ser ligado por um administrador no nível de empresa, organização ou repositório.
Se você tem um repositório com “Require 1 approval” em um ruleset de branch e liga isso, você não adicionou um revisor. Você tornou o humano opcional.
Limite o escopo com globs antes de ligar
A configuração no nível do repositório aceita uma lista de globs de arquivos, um por linha, e só conta uma aprovação do Copilot “em pull requests em que todos os arquivos alterados correspondem a um dos globs”. A palavra que faz o trabalho é todos. Um pull request que toca docs/setup.md e src/Payments/Charge.cs não ganha aprovação computável se sua lista de globs for só de documentação. Essa é a postura padrão correta: comece pelos caminhos em que uma aprovação errada é barata.
As aprovações também são descartadas quando novos commits são enviados, igual a uma aprovação humana em um repositório configurado para descartar revisões obsoletas. Então o modo de falha não é um aval velho pegando carona depois de um force push.
A revisão automática é uma regra de ruleset, e dá para programar
O botão de aprovação fica nas configurações, mas se o Copilot revisa ou não é uma regra de ruleset de branch (copilot_code_review), então pode ser criada pela API em vez de no clique:
gh api repos/OWNER/REPO/rulesets --method POST --input - <<'JSON'
{
"name": "copilot-review-main",
"target": "branch",
"enforcement": "active",
"conditions": { "ref_name": { "include": ["refs/heads/main"], "exclude": [] } },
"rules": [
{
"type": "copilot_code_review",
"parameters": {
"review_on_push": true,
"review_draft_pull_requests": false
}
}
]
}
JSON
Combine isso com uma consulta de auditoria, porque o GitHub não te entrega um painel para isso. Aprovações são revisões comuns, então você pode contá-las:
gh api "repos/OWNER/REPO/pulls/123/reviews" \
--jq '.[] | select(.user.login == "copilot-pull-request-reviewer[bot]") | {state, submitted_at}'
Rode isso sobre os pull requests já mesclados e você tem o número que importa: quantos merges passaram do limite de aprovação sem uma pessoa olhar. Ligar review_on_push também multiplica o consumo de premium requests, o que se soma ao fato de que o nível de esforço de revisão padrão passa de Lite para Balanced em 2026-09-28.
Ligue primeiro em arquivos gerados e documentação. Amplie quando tiver os números da auditoria, não antes.
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